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Cinco de Cada Vez

A fotografia tem pouco a ver com as coisas que vemos, e muito a ver com a forma como as vemos..

A fotografia tem pouco a ver com as coisas que vemos, e muito a ver com a forma como as vemos..

Cinco de Cada Vez

19
Set19

Ilha do Sal - O Pontão de Santa Maria


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O pontão de Santa Maria é um dos verdadeiros pontos de interesse da praia com o mesmo nome..

Caminhei até lá várias vezes durante a semana, em diferentes horários, e a animação está sempre presente, de uma forma ou de outra..

Os barcos chegam com o peixe por volta das 11h e talvez seja esse o horário de visita mais indicado se quisermos ver uma amostra do modo de vida na Ilha do Sal..

Apesar de o mar já não oferecer as quantidades de peixe de outros tempos, a par do turismo, a pesca continua a ser um dos meios de subsistência dos cabo verdianos..

Homens e mulheres sentados por baixo de chapéus de sol, passam os dias no pontão a amanhar o peixe em tábuas improvisadas.. Alguidares coloridos armazenam o peixe que alguém há-de comprar e que os turistas gostam de fotografar.. Como a vida não se coaduna com licenças de maternidade, é comum que as mães tenham ali os seus bebés, ora ao colo, ora ao colo de irmãos também eles crianças, ou até dentro de baldes improvisando pequenas piscinas..

Nas laterais do pontão, o assunto é outro..

Todos os dias, crianças pequenas e outras não tão pequenas assim, atiram-se em piruetas arriscadas para as cristalinas águas, matando assim o tempo que, por vezes, roubam à escola..

É um deleite para quem observa, e os adolescentes que levei comigo na bagagem não resistiram a juntar-se àquele festival de saltos para a água..

Vale cada caminhada até lá..

17
Set19

Ilha do Sal - Praia de Santa Maria


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Areal a perder de vista, água quente e translúcida, tons de verde e azul, areia branca e fofa..

Assim é a Praia de Santa Maria, na Ilha do Sal..

Na costa sul da ilha, é uma das praias mais populares e propícias ao lazer, que se estende até ao centro da vila, passando pelo animado pontão..

Tal como as gentes de Cabo Verde, também o mar de Santa Maria é simpático e apaixonante..

O areal convida a banhos de sol temperados com o vento que, na conta certa, por vezes se faz sentir..

Se visitar em Setembro ainda tem o privilégio de poder assistir ao Festival Internacional de Música de Santa Maria, em pleno areal, e perceber a alegria dos cabo verdianos que, a caminho do recinto, já vão a dançar e só arredam pé já de manhã.. Como idosa que sou, testemunhei as filas de jovens que abandonavam o festival, já o sol nascia, a partir da varanda do meu quarto, em vez de também me ter juntado à festa..

Chegar à ilha do Sal é acertar ponteiros com o ritmo africano, é afastar as preocupações e viver os dias seguintes ao sabor do lema da ilha, no stress..

02
Set19

Fátima


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Ir a Fátima..

Considerada um dos maiores centros de peregrinação católica do mundo, Fátima atrai anualmente milhões de pessoas em contexto de celebrações religiosas, pagamento de promessas, ou apenas por curiosidade..

A pequena capela situada no local onde, em 1917, Nossa Senhora apareceu pela primeira vez a Lúcia, Jacinta e Francisco, foi a origem do que hoje conhecemos como o Santuário de Fátima, sendo a Capela das Aparições o lugar onde é possível observar as maiores demonstrações de fé..

O pedestal onde se encontra a escultura original de Nossa Senhora de Fátima assinala o exacto local onde estava a pequena azinheira sobre a qual se acredita que Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos a 13 de Maio de 1917..

É impossível ignorar o ambiente de fé que por ali se respira, ao som das orações e das centenas de velas que são diariamente acesas no Santuário..

Cada um irá a Fátima pelas suas razões, cada um terá a sua própria fé, que caminha lado a lado com a esperança de que algo mudará para melhor..

Visitar Fátima coloca-nos no mínimo numa espiral de instrospecção onde nos podemos encontrar e desencontrar simultaneamente..

Haja amor e empatia..

28
Ago19

Xico Gaivota


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É sob o pseudónimo Xico Gaivota que Ricardo Ramos, nascido em 1978, apresenta o seu trabalho.. Tudo começou de forma simples e familiar, quando Ricardo decidiu incluir os filhos na aventura de recolher resíduos plásticos nas nossas praias, para depois os transformarem em presentes que ofereciam nas datas festivas.. 
 
Em boa hora o fez, porque é um trabalho louvável sob o ponto de vista artístico mas acima de tudo, pelo que representa em termos de consciencialização ambiental no geral e sobre a problemática dos resíduos plásticos nos oceanos em particular..
 
Como diz o próprio, "o meu trabalho não é só aquilo que se vê, é essencialmente aquilo que não se consegue ver."
 
É impossível não nos questionarmos sobre os nossos comportamentos enquanto humanos, quando na arte de Xico Gaivota podemos facilmente identificar inúmeras escovas de dentes, chinelos, cotonetes, palas de bonés, tampas várias, bóias de pesca, brinquedos de praia, barbatanas, e a lista continuava.. 
Apreciamos a obra mas não conseguimos deixar de sentir vergonha..
 
Caminhando pelas praias e transpondo obstáculos ao longo das nossas arribas, Xico Gaivota evita que uma enorme quantidade de resíduos plásticos regressem ao mar, sendo esse o seu enorme contributo..
 
Para ver no Reservatório Mãe d’Água até 7 de Outubro..