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Cinco de Cada Vez

A fotografia tem pouco a ver com as coisas que vemos, e muito a ver com a forma como as vemos..

A fotografia tem pouco a ver com as coisas que vemos, e muito a ver com a forma como as vemos..

Cinco de Cada Vez

27
Jun19

Soajo


cincodecadavez

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Depois de Brufe, foi a vez do Soajo..

Viagem de carro ao som de “Então mas hoje não vamos às cascatas?”, mas lá chegámos à vila sob um calor abrasador..

A curiosidade era muita e, por isso, dirigi-me imediatamente aos espigueiros..

Subi os pedregulhos e lá estavam eles, altivamente situados no cimo das enormes pedras graníticas, os vinte e quatro espigueiros da vila do Soajo..

Apresentam-se imponentes a quem ali se desloca para os ver.. Com vista para a serra, os pequenos celeiros do final do século XVIII e início do século XIX impõem-se na paisagem e compõem a Eira Comunitária da vila, sendo a sua principal atracção turística..

Estrategicamente colocados em locais elevados, para evitar que os animais comessem o sustento das populações, os espigueiros cumpriam a função de armazenar e secar o milho. Nas paredes, os pequenos rasgos faziam o ar circular e, no cimo, quase todos têm uma pequena cruz que simbolizava a devoção das populações que, dessa forma, acreditavam que o seu sustento estava resguardado de todas as maldições..

Sentimo-nos transportados para tempos longínquos..

Mas o Soajo não são só espigueiros e há toda uma vila para explorar..

Há ruas onde passam cursos de água, há casas de turismo rural, há a Igreja Matriz e restante património arquitectónico e cultural, e há ainda percursos pedestres nas imediações da vila, e a Lagoa do Poço Negro para os que se aventurarem num mergulho..

O Soajo é ponto de paragem obrigatória em todo e qualquer roteiro pelo Gerês e não espere encontrar nada menos do que um local de muita tranquilidade e bem vincado de identidade portuguesa..

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